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Os
pigmentos de urucum pertencem ao grupo de compostos químicos
chamados carotenóides, que também são encontrados em uma variedade
grande de vegetais e animais. Sua importância em alimentos reside no
fato de que alguns carotenóides têm função nutricional como
pró-vitamina A.
No entanto, a maioria tem reconhecido sua importância do ponto de
vista de alimentos pela sua propriedade de conferir cor e tornar o
alimento mais aceitável organolépticamente. O principal carotenóide
do urucum é a bixina, que não tem nenhuma atividade de pró-vitamina
A, portanto, o seu emprego em alimentos é tão somente para lhes
conferir cor.
Entre os corantes naturais, o urucum se destaca pela sua boa
estabilidade, fácil aplicação e por não ser tóxico.
No Brasil os corantes de urucum são utilizados em sopas, carnes,
molhos, doces, produtos de laticínios, massas, bebidas, snack’s,
condimentos e outros.
As indústrias alimentícias de países como, Inglaterra, Estados
Unidos, Dinamarca, Holanda, Nova Zelândia e outros, com avançada
tecnologia, utilizam os corantes de urucum em grande escala e estão
em constantes desenvolvimentos para novas aplicações em seguimentos
variados.
Além da sua utilização em alimentos, também têm sido empregados para
colorir produtos têxteis, de couro, em ceras para piso, em graxas
para calçados, celulose e em alguns cosmésticos.
Não sofre restrições quanto ao emprego em alimentos, pela maioria
dos regulamentos de saúde pública mundial, devido às características
de produto natural, correspondendo às posições do color índex CI
(1975) 75 120, EEC nº 160 b, NATURAL ORANGE 4, L ORANGE nº 3 e
SCHULTZ (1931) nº 1387. |